Hoje tenho certeza de que realizar um casamento é o primeiro passo que um casal tem que dar para aprender a receber.
Sei quantos itens fazem parte desse roteiro, ou melhor, um autêntico passo a passo rumo ao altar.
Sempre fui um bom observador de tendências e ao longo de todos estes anos acompanhei as transformações que o casamento sofreu.
Alternativos
De geração para geração tivemos de tudo. Jovens demais para casar tiveram sua época e descobriram que casar não era uma brincadeira de criança.
Depois vieram os modernos com a amizade colorida e uma vontade louca de quebrar a tradição do casamento com pompa e circunstância.
Chegaram os alternativos, que escolhiam a Chapada dos veadeiros, Alto Paraíso, a beira da praia.
Tivemos os exóticos, em que a noiva queria chegar até de helicóptero, com direito a chuva de pétalas e, claro, convidadas despenteadas.
Superproduções
O tempo passou…
São 27 anos de noivas e cerimônias. E o retorno à tradição reinou nos últimos anos. Pompa e circunstância revelaram a sua fortaleza. O requinte falou mais alto.
Chegaram a festas “mega”, de uma imponência ímpar. Centenas, até milhares, de convidados circulando por superproduções. Decoradores ávidos por novidades e com galpões abarrotados de móveis e peças decorativas. Foi a era do superlativo.
Tudo tinha que ser grandioso e às vezes o bom gosto ficava para trás, dando lugar à ostentação.
Mas a vida roda, os tempos mudam…
Tradição
Os jovens que buscam hoje o caminho do altar são profissionais formados com carreiras decolando, já têm o primeiro endereço e não se importam de casar depois dos 30 anos de idade. Superaram todas as tendências, porém preservaram a tradição.
Chegamos aos casamentos muitas vezes pagos pelos noivos. Decisões do casal que realmente quer dar esse passo por vontade própria e não por uma satisfação social.
As festas podem ser pequenas, para 100, 200, 300 pessoas, mas essa geração privilegia a qualidade e não a quantidade.
Boa comida, boa bebida, boa música, decoração correta, entregues aos melhores profissionais para não cair no pesadelo de errar.
Fico realmente feliz com essa mudança e de ter vivido todas essas fases. Costumava dizer, antevendo o que hoje é praxe: melhor convidar 100 e servir tudo que você pode de melhor do que convidar 1000 para servir quibe e empada (e olha que eu adoro os dois!).



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