Gentileza, onde está você?

Por César Serra

 

As pessoas correm, o mês passa em uma semana e, muitas vezes, a sensação é que você está em busca de algo do qual nem mesmo tem certeza. E com essa loucura que virou o nosso mundo, alguns valores se perderam no caminho. Ou foram literalmente atropelados.

Pequenos gestos que tornam a vida mais agradável – e mais leve diante de qualquer obstáculo – caíram em esquecimento. A máxima “gentileza gera gentileza” é, em minha opinião, uma das mais atingidas por todo esse turbilhão.

 

Convivência

As pessoas esqueceram atitudes básicas de educação. “Bom dia”, “boa tarde”, “obrigado”, “me desculpe” arrancam expressões de surpresa quando você escuta. Fechados em nosso próprio mundo, estamos nos tornando seres egoístas e, consequentemente, cada dia mais solitários.

Somos animais racionais. E sociais. Onde foi que isso ficou esquecido? Em que parte se quebrou o processo natural da convivência humana? De não fazer ao outro o que não quero para mim?

Não podemos achar normal que nossa vida corrida nos transforme em animais brutos. As pessoas estão agressivas. No trânsito, podem até se matar por uma simples ultrapassagem em busca de meros minutos de vantagem.

 

Educação

As redes sociais viraram uma potência perigosa, mostrando muitas vezes o lado cruel da nossa sociedade diante das desgraças que acometem cidades brasileiras ou catástrofes mundiais. Virou engraçado fazer piada com um momento de dor?

Hoje, particularmente, vendo tudo que acontece no mundo, resolvi parar para desabafar com vocês. Não é possível que vamos deixar o mundo a nossa volta virar um armazém de falta de educação e descaso.

Nascemos para crescer e nos tornarmos seres humanos melhores. Se você conseguiu se tornar um milionário e esqueceu esses princípios básicos de gentileza, de nada está valendo sua passagem por aqui.

Vamos fazer uma frente contra tudo isso e acreditar: “gentileza gera gentileza”.

 


A arte de casar

Por César Serra

 

Hoje tenho certeza de que realizar um casamento é o primeiro passo que um casal tem que dar para aprender a receber.

Sei quantos itens fazem parte desse roteiro, ou melhor, um autêntico passo a passo rumo ao altar.

Sempre fui um bom observador de tendências e ao longo de todos estes anos acompanhei as transformações que o casamento sofreu.

 

Alternativos

De geração para geração tivemos de tudo. Jovens demais para casar tiveram sua época e descobriram que casar não era uma brincadeira de criança.

Depois vieram os modernos com a amizade colorida e uma vontade louca de quebrar a tradição do casamento com pompa e circunstância.

Chegaram os alternativos, que escolhiam a Chapada dos veadeiros, Alto Paraíso, a beira da praia.

Tivemos os exóticos, em que a noiva queria chegar até de helicóptero, com direito a chuva de pétalas e, claro, convidadas despenteadas.

 

Superproduções

O tempo passou…

São 27 anos de noivas e cerimônias. E o retorno à tradição reinou nos últimos anos. Pompa e circunstância revelaram a sua fortaleza. O requinte falou mais alto.

Chegaram a festas “mega”, de uma imponência ímpar. Centenas, até milhares, de convidados circulando por superproduções. Decoradores ávidos por novidades e com galpões abarrotados de móveis e peças decorativas. Foi a era do superlativo.

Tudo tinha que ser grandioso e às vezes o bom gosto ficava para trás, dando lugar à ostentação.

Mas a vida roda, os tempos mudam…

 

Tradição

Os jovens que buscam hoje o caminho do altar são profissionais formados com carreiras decolando, já têm o primeiro endereço e não se importam de casar depois dos 30 anos de idade. Superaram todas as tendências, porém preservaram a tradição.

Chegamos aos casamentos muitas vezes pagos pelos noivos. Decisões do casal que realmente quer dar esse passo por vontade própria e não por uma satisfação social.

As festas podem ser pequenas, para 100, 200, 300 pessoas, mas essa geração privilegia a qualidade e não a quantidade.

Boa comida, boa bebida, boa música, decoração correta, entregues aos melhores profissionais para não cair no pesadelo de errar.

Fico realmente feliz com essa mudança e de ter vivido todas essas fases. Costumava dizer, antevendo o que hoje é praxe:  melhor convidar 100 e servir tudo que você pode de melhor do que convidar 1000 para servir quibe e empada (e olha que eu adoro os dois!).

 


Salve 2012!

Por César Serra

 

Passagem de ano representa sempre recarga de energia e renovação de esperanças.

O que não deu certo em 2011 vai acontecer em 2012? Perguntas e incertezas nos cercam, mas um sentimento sempre predomina: a fé. Claro!

Somos brasileiros, um povo para quem o medo não faz parte do dia-a-dia. Abandonar seus sonhos, jamais. Lutar, sim, mas sempre com brandura e na certeza de que plantando você poderá colher. Se você plantar uma boa semente, uma forte árvore, com bons frutos, crescerá.

Acreditar que vivemos em um país que, apesar de todos os problemas, é privilegiado e tem um povo de natureza ímpar e de caráter construído sobre uma base que une esse “continente” chamado Brasil: a família.

 

Não vamos nos deixar contaminar por essa ideia ruim de que uma crise ronda nossas cabeças. Quantas dessas já se materializaram à nossa frente ao longo de todos esses anos? Sempre falo que grandes talentos crescem na crise. Não cruze os braços; faça. Não espere; resolva. Não lamente; comemore.

Cerque-se de energias positivas na virada do ano. Pense nas pessoas que realmente gostam de você, não alimente o sentimento negativo, envie bons fluidos para quem precisa.

E tire uns minutos para rever 2011 na memória, como um filme. Seja seu maior critico. você não precisa que ninguém faça isso por você. Antes de pedir, lembre-se de agradecer. Independente do seu credo…

Sei que a fé se manifesta de várias maneiras, então deixe-a fluir de várias maneiras. Faça planos para 2012 e não se esqueça de incluir o seu momento de doação, aquela hora que você vai tirar para fazer o bem a quem precisa.

 

Não culpe ninguém pelos sofrimentos do nosso povo. Somos milhões; se cada um de nós fizer uma parte, por menor que seja, vamos conseguir fazer a diferença.

Que venha 2012! Repleto de paz, luz e boas energias.

E que nós possamos continuar juntos todos os dias e semanas do novo ano através deste espaço que me faz estar mais perto de cada um de vocês.

Felicidades para todos!

 


Então é Natal!

Por César Serra

 

Engraçado como na minha vida, com o passar dos anos, o Natal foi mudando.

Durante muito tempo achava que era a “festa do presente”. Claro, eu era criança. Meus interesses estavam diretamente ligados aos tamanhos dos pacotes e à quantidade de vezes que meu nome aparecia sob a árvore.

A magia em si daquela noite eu não conseguia entender muito bem. Via o menino Jesus, o presépio (adorava o boi e o burro!), mas o significado ainda era uma coisa um pouco distante da minha compreensão, mesmo tendo uma mãe que sempre fez questão de todo o ritual do Natal.

Em outras épocas, já morando em Brasília, ele representava  “viagem para junto da família – comida – presentes”, não necessariamente nessa ordem.

Qual é o espírito do Natal?

 

Os anos passaram e alguns Natais foram em Brasília. Nestes, certa nostalgia misturada a questionamentos das mazelas sociais do mundo e do nosso país pairavam sobre a minha cabeça, em meio à maratona de ceias que percorria numa noite (essa é a parte que cabe, graças a Deus, a quem não tem família em Brasília: ser recebido por várias como se membro delas fosse).

A mala do carro era parte do trenó do Papai Noel, depois de uma sofrida caminhada por shoppings e lojas e várias sacoladas e algumas bolsadas de finas senhoras apressadas.

 

Amor, carinho e gentileza

Hoje vivo o Natal de 2011! Um ano importante na minha vida, marcado por uma notória necessidade de me reinventar.  Meu lado criativo não me deixa viver a rotina sem gritar muito alto dentro de mim.

E, pela primeira vez, confraternizei com amigos de maneira importante. Celebramos não os presentes, mas sim o que passamos e construímos juntos ao longo do ano.

Foram muitas confraternizações, infindáveis brindes e um delicioso “réveillon dos ansiosos”. Chegou o Natal, e com ele um César que não foi ao shopping, não fez milhares de compras e recebeu um presente único em 22 anos de Brasília: minha família, pais, irmão e sogros vindos de longe para uma noite que ainda não tem roteiro.

Decorei pela primeira vez minha casa para a grande noite da véspera, com direito a árvore, bolas, ursinhos vestidos a caráter, guirlandas e muitas luzes. Acho que finalmente me encontrei com o espírito natalino.

Neste Natal vamos distribuir algo que não nos custa nada: amor, carinho e gentileza, sem esquecer que isso sim é crescer com ser humano.

Feliz Natal e Salve 2012!

Vamos crescer como seres humanos

 

 

 


Aniversário

Por César Serra

 

Hoje, 1º de dezembro, acordei ligado que algo de muito importante marcava este dia.

Primeiro me veio à cabeça uma das grandes lutas que há muitos anos abracei na minha vida: o Dia Mundial de Combate a AIDS.

Comecei pensando em uma grande guerreira que fez reacender em mim a forte chama desta causa tão importante. Vicky Tavares, presidente da ONG Vida Positiva, e todas as crianças pelas quais desenvolvemos um trabalho extremamente importante e gratificante.

Primeiras providencias, claro, postar no Twitter e no Facebook tudo sobre este dia tão importante.

 

Dia especial

Mas em seguida recebi uma belíssima mensagem do DJ Luigi Castagnaro que preciso passar para vocês: “Bom dia amigo! Existem pessoas que lançam coisas diariamente, mas só as especiais lançam conceitos. Você é uma. Não lançou uma marca, mas um grande conceito que completa um ano hoje. Obrigado por me deixar fazer parte disso. Muito mais sucesso para o Luxo de Festa. Você merece. Um grande abraço”.

Confesso que fui tomado por uma grande emoção. Trabalhar arduamente ao longo deste ano valeu muito à pena. As empresas que fazem parte do evento Luxo de Festa conseguiram assimilar as várias formas de ser Luxo. Principalmente nas suas atitudes com os outros, concorrentes ou não, o respeito ao mercado e, em primeiro lugar, o respeito aos nossos clientes.

Hoje é um dia especial. Um ano de Luxo de Festa e Dia Mundial de Combate à AIDS.

Temos ao nosso lado um grupo que a cada dia só faz crescer. Nos tornamos em pouco tempo uma referência nacional de um conceito que de sonho, passou a ser a missão do primeiro time desse mercado.

 

Agradecimentos

Quero dividir a alegria do dia de hoje com a equipe do site Luxo de Festa, por meio do meu sócio e editor Francisco Pinilla; e agradecer ao meu sócio e diretor musical do evento Rogério Midlej; a Chica Magalhães – o que eu invento, ela cria; a Cècile Gautier – francesa/brasileira radicada em Milão que criou o layout da marca e do nosso site; a Keila Rocha – que a cada telefonema treme na cadeira imaginando qual loucura vou inventar; a Eliane Rocha e toda equipe da Uma Comunicação; a Maurício Côrtes – responsável pelo projeto da exposição.

E também a todas as empresas que fazem parte do Luxo de Festa por acreditarem no profissionalismo em forma de sonho. Vocês são e serão sempre minha fonte de inspiração.

Destaco também Anna e Simone Rizzato, franqueadas da exposição Luxo de Festa em Fortaleza (CE).

Agradeço, ainda, à imprensa por receber tão bem nossa proposta e entender que o mundo se faz de grandes e importantes parcerias.

Às noivas blogueiras que fizeram de um passatempo um trabalho serio.

Um beijo especial aos meninos do site Finíssimo por quem tenho o maior carinho e sempre foram minha fonte de respeito e inspiração.

E a vocês que acompanham de perto o nosso trabalho o meu sincero muito obrigado e a certeza de que o primeiro passo para construir algo sério é respeito e honestidade.

Na realidade, vocês é que são um grande LUXO!

 


Íntimo e pessoal

Por César Serra

Brasília é uma cidade que adquiriu uma característica diferente das maiores capitais do país e do mundo.

Em qualquer outra capital você consegue tranquilamente fazer uma festa de casamento, quinze anos, bodas ou até mesmo um simples aniversário sem precisar convidar, como diria uma amiga minha, de Adriana a Zuleide, ou seja, ter que ir de A a Z na sua lista de pessoas “conhecidas”.

Até porque as festas da capital têm mais ou menos a mesma cara no que diz respeito aos convidados.

Pior! As pessoas adquiriram o péssimo hábito de questionar  o porquê de não terem sido convidadas ao próprio anfitrião ou mesmo ligar para solicitar um convite.

 

Personalidade

Vamos entender o seguinte: cada festa tem uma característica, uma personalidade.

Casamento: um jovem casal com uma turma de amigos que pertence ao circulo de amizade deles. Nada mais justo que a maior parte da lista seja do casal e complementada pelos pais que, por sua vez, não poderiam tomar conta de toda a lista.

Uma festa de 15 anos sem adolescentes é uma das coisas mais chatas da face da terra. Jovens em profusão e o mínimo de adultos possível é a receita para este dia ser inesquecível.

Festas íntimas estão chegando com força total e não adianta torcer o nariz para os anfitriões.

 

Detalhes

Vamos acompanhar o movimento social do Brasil e do mundo e chegar à conclusão de que as festas com centenas e milhares de pessoas estão cada vez mais raras.

A busca por maior qualidade, uma decoração mais primorosa, boa comida, boa bebida e boa música e certo capricho nos detalhes que fazem a diferença passou a ser a maior preocupação dos anfitriões.

Melhor receber 200 convidados com o que há de melhor do que convidar 1000 para servir quibe e empada (nada contra, adoro os dois… Mas em outras ocasiões.).

 

Qualidade

O Brasil vive hoje uma fase de transformação. Então por que essa nossa concepção, logo na capital do país, de que é uma desfeita deixar de ser convidado para uma festa e até procurar pessoas convidadas para intermediarem um convite?

Sabemos ainda que as grandes festas nem sempre são as melhores, pois a cada dia a mão de obra especializada está mais escassa. Bons garçons, copeiros, e por aí vai.

Não existe milagre: comparar um prato que você pede em um restaurante a uma comida produzida para mil convidados e que passa às vezes cinco horas exposta no buffet?

Bom gosto e requinte não estão em convidar uma multidão para uma festa, e sim na qualidade de tudo que foi oferecido e na feliz lembrança que os poucos – porém privilegiados – vão guardar na lembrança.

 


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César Serra - cerimonialista Há 27 anos organiza festas, casamentos e celebra a vida