Abandonados no altar

Por César Serra

 

Não mudei nem o título da matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense de hoje (18/4) porque não existe outro substituto para o fato ocorrido. A velha história do barato que sai caro.

Empresa surge no mercado, participa de eventos voltados para noivas, faz um grande barulho, cria uma bela fachada e depois… lesa o consumidor. Nesse caso, um casal de noivos.

Vamos voltar a um ponto básico: mesmo que marinheiros de primeira viagem, os noivos sabem o que é valor de mercado e o que está completamente fora de propósito.

Não existe milagre. Algo muito barato em qualquer ramo levanta suspeitas. Ai estão vários sites de internet dando golpes parecidos em outra linha de produtos.

 

Informação

Vamos aproveitar, noivas, que estão tão antenadas com inúmeras informações nas mãos.

São sites , blogs, revistas, grupos de noivas, redes sociais e eventos específicos que surgem a todo o momento.

Tornem-se mais espertas com relação a esses meteoros do mercado, que eu sempre digo: passam tão rápido que não sabemos de onde surgiram ou esconderam o rabo.

Isso vale para todas as áreas, desde cerimonial, decoração, bolo, doces, fotografia, filmagem, som, luz, DJ , música de cerimônia e por ai vai.

Sem esquecer, é claro, da grande novidade que é a invasão das falsificações chinesas para vestidos de noivas. Essa é grave! Casar com um vestido com etiqueta de estilista famoso e saber depois que comprou uma cópia barata e mal feita na China.

 

Sonho

Sou do inicio disso tudo onde o vestido, a tradição e os profissionais faziam parte do sonho total do casamento. Não adianta querer globalizar um momento tão importante na vida de vocês.

Sou a favor do casamento para 100 pessoas em que você contrata profissionais que vão deixar saudades por terem feito com profissionalismo e carinho parte do sonho da vida de cada casal.

A pesquisa é importante, mas o bom senso tem que estar acima de tudo.

Lendo a matéria, conhecendo o mercado e checando os valores fica visível um golpe ou uma futura falência. Nenhuma empresa consegue se manter aberta honestamente com os tributos do nosso país praticando preços milagrosos.

Lamento pelos casais e espero que sirva de alerta para os próximos.

Mais um detalhe: Novidades vão. Novidades vem. A tradição fica. Opte por ela!

 

E alguns alertas são importantes:

  • Verifique em órgãos do Procon se a empresa acumula reclamações dos clientes
  • Com o CNPJ ou a razão social da empresa em mãos , faça uma pesquisa se ela é idônea no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br)
  • Observe o tempo que a empresa está no mercado
  • Avalie se o preço cobrado pelo serviço ou produto é compatível com a concorrência. Se for muito inferior, pode tratar-se de um golpe
  • Apure com outros clientes se a empresa cumpre os serviços que presta
  • Leia o contrato cuidadosamente e evite surpresas desagradáveis

 

Fonte: Correio Braziliense/ Delegacia do Consumidor (Decon)

 

 


Conexão

Por César Serra

 

Fiquei realmente muito feliz em estar entre os convidados da primeira noite do ParkFashion Connection.

Primeiro pela organização, recepção, uma equipe atenta e os olhos voltados para os mínimos detalhes. Segundo porque inovar é não ter medo de errar e, sim, vontade de acertar e grandes chances de surpreender.  E o Park Shopping conseguiu com mérito fazer isso.

A integração dos desfiles ao charmoso Espaço Gastronômico foi perfeita. A atmosfera dos anos 1920 e a compreensão de que a melhor passarela de moda de um shopping é ele mesmo foi demais! Um evento rico, democrático e feito para quem consome moda e não só para críticos da área.

A idéia da exposição “Cor, Forma. Deco”, com curadoria de Mariza de Macedo-Soares e cenografia de Theodoro Cochrane, feita com objetos de decoração é aproximar as pessoas do belo. Os desfiles e apresentações musicais acontecerem na praça principal do shopping é um item que merece grandes elogios.

Estamos cada vez mais precisando levar a arte e o talento para perto das pessoas e com isso a cultura chega de braços dados.

Parabéns a toda equipe que fez e faz parte desse projeto que já nasce vitorioso.

O sucesso se conquista assim, fazendo acontecer o que surpreende e encanta.

Fotos: Lincoln Iff

 

 


Vai que…

Por César Serra

 

É um fato que o crescimento do mercado de festas trouxe excelentes profissionais, mas em compensação, como em todas as áreas, estamos batendo um recorde de problemas relacionados aos aventureiros de carteirinha.

Não adianta achar que quem acabou de chegar vai sentar na janela e ditar regras inexistentes e absurdas. O respeito às empresas que estão no mercado há muitos anos é sinal de reconhecimento do trabalho sério que cada uma desenvolveu.

Brasília é uma cidade de muitas festas e grandes produções e com uma tendência muito grande a foguetes que decolam e caem com a mesma rapidez. Uma das mais fantásticas características desse mercado é que cada profissional sempre se dedicou e procurou se especializar na sua área especifica. O fotógrafo é fotógrafo, o decorador é decorador e assim por diante, formando um grande time para colher o melhor resultado: a plena satisfação do cliente.

A necessidade da excelência do serviço executado está chegando ao máximo com o conhecimento e o alto nível de exigência dos nossos clientes. E cada profissional tem obrigação de zelar pelo serviço contratado.

Entregar o seu trabalho não é um favor, faz parte do contrato celebrado entre você e seu cliente. Terceirizar as responsabilidades para outro profissional não é uma atitude correta e nem profissional.

 

Pós-venda

Sempre fui taxativo nestes 27 anos de profissão: nunca busquei um bolo porque não sei confeitar. E se acontece alguma coisa no caminho? A função de vestir a noiva é do estilista, entregar doces no local da festa faz parte do trabalho de quem executou.

Vamos nos preocupar mais com o pós-venda e não só com a venda. O cliente pode ser eternamente seu, tudo depende da relação que foi estabelecida desde o atendimento até a execução final do serviço.

Sou um eterno defensor do profissional sério e combato sempre a falta de compromisso, a seriedade e a terceirização de serviços que fazem parte do seu trabalho. O chefe de cerimonial não é um profissional que está no mercado para fazer o acabamento do serviço pelo qual você foi pago e executou pela metade.

Assim, ficamos combinados: cada macaco no seu galho. Se sua decoração tem velas, providencie alguém da sua equipe para acendê-las. Se sua empresa aluga gerador, é obrigatório que você deixe um profissional treinado capaz de resolver qualquer emergência relativa ao equipamento. E assim por diante…

Dessa forma, cada um executando seu trabalho e dando o seu melhor, todas as festas realmente serão a realização de um grande sonho. E teremos mais empresas de sucesso e com vida longa no mercado e menos meteoros aparecerão nas nossas vidas. Vai que…

 


Gentileza, onde está você?

Por César Serra

 

As pessoas correm, o mês passa em uma semana e, muitas vezes, a sensação é que você está em busca de algo do qual nem mesmo tem certeza. E com essa loucura que virou o nosso mundo, alguns valores se perderam no caminho. Ou foram literalmente atropelados.

Pequenos gestos que tornam a vida mais agradável – e mais leve diante de qualquer obstáculo – caíram em esquecimento. A máxima “gentileza gera gentileza” é, em minha opinião, uma das mais atingidas por todo esse turbilhão.

 

Convivência

As pessoas esqueceram atitudes básicas de educação. “Bom dia”, “boa tarde”, “obrigado”, “me desculpe” arrancam expressões de surpresa quando você escuta. Fechados em nosso próprio mundo, estamos nos tornando seres egoístas e, consequentemente, cada dia mais solitários.

Somos animais racionais. E sociais. Onde foi que isso ficou esquecido? Em que parte se quebrou o processo natural da convivência humana? De não fazer ao outro o que não quero para mim?

Não podemos achar normal que nossa vida corrida nos transforme em animais brutos. As pessoas estão agressivas. No trânsito, podem até se matar por uma simples ultrapassagem em busca de meros minutos de vantagem.

 

Educação

As redes sociais viraram uma potência perigosa, mostrando muitas vezes o lado cruel da nossa sociedade diante das desgraças que acometem cidades brasileiras ou catástrofes mundiais. Virou engraçado fazer piada com um momento de dor?

Hoje, particularmente, vendo tudo que acontece no mundo, resolvi parar para desabafar com vocês. Não é possível que vamos deixar o mundo a nossa volta virar um armazém de falta de educação e descaso.

Nascemos para crescer e nos tornarmos seres humanos melhores. Se você conseguiu se tornar um milionário e esqueceu esses princípios básicos de gentileza, de nada está valendo sua passagem por aqui.

Vamos fazer uma frente contra tudo isso e acreditar: “gentileza gera gentileza”.

 


A arte de casar

Por César Serra

 

Hoje tenho certeza de que realizar um casamento é o primeiro passo que um casal tem que dar para aprender a receber.

Sei quantos itens fazem parte desse roteiro, ou melhor, um autêntico passo a passo rumo ao altar.

Sempre fui um bom observador de tendências e ao longo de todos estes anos acompanhei as transformações que o casamento sofreu.

 

Alternativos

De geração para geração tivemos de tudo. Jovens demais para casar tiveram sua época e descobriram que casar não era uma brincadeira de criança.

Depois vieram os modernos com a amizade colorida e uma vontade louca de quebrar a tradição do casamento com pompa e circunstância.

Chegaram os alternativos, que escolhiam a Chapada dos veadeiros, Alto Paraíso, a beira da praia.

Tivemos os exóticos, em que a noiva queria chegar até de helicóptero, com direito a chuva de pétalas e, claro, convidadas despenteadas.

 

Superproduções

O tempo passou…

São 27 anos de noivas e cerimônias. E o retorno à tradição reinou nos últimos anos. Pompa e circunstância revelaram a sua fortaleza. O requinte falou mais alto.

Chegaram a festas “mega”, de uma imponência ímpar. Centenas, até milhares, de convidados circulando por superproduções. Decoradores ávidos por novidades e com galpões abarrotados de móveis e peças decorativas. Foi a era do superlativo.

Tudo tinha que ser grandioso e às vezes o bom gosto ficava para trás, dando lugar à ostentação.

Mas a vida roda, os tempos mudam…

 

Tradição

Os jovens que buscam hoje o caminho do altar são profissionais formados com carreiras decolando, já têm o primeiro endereço e não se importam de casar depois dos 30 anos de idade. Superaram todas as tendências, porém preservaram a tradição.

Chegamos aos casamentos muitas vezes pagos pelos noivos. Decisões do casal que realmente quer dar esse passo por vontade própria e não por uma satisfação social.

As festas podem ser pequenas, para 100, 200, 300 pessoas, mas essa geração privilegia a qualidade e não a quantidade.

Boa comida, boa bebida, boa música, decoração correta, entregues aos melhores profissionais para não cair no pesadelo de errar.

Fico realmente feliz com essa mudança e de ter vivido todas essas fases. Costumava dizer, antevendo o que hoje é praxe:  melhor convidar 100 e servir tudo que você pode de melhor do que convidar 1000 para servir quibe e empada (e olha que eu adoro os dois!).

 


Salve 2012!

Por César Serra

 

Passagem de ano representa sempre recarga de energia e renovação de esperanças.

O que não deu certo em 2011 vai acontecer em 2012? Perguntas e incertezas nos cercam, mas um sentimento sempre predomina: a fé. Claro!

Somos brasileiros, um povo para quem o medo não faz parte do dia-a-dia. Abandonar seus sonhos, jamais. Lutar, sim, mas sempre com brandura e na certeza de que plantando você poderá colher. Se você plantar uma boa semente, uma forte árvore, com bons frutos, crescerá.

Acreditar que vivemos em um país que, apesar de todos os problemas, é privilegiado e tem um povo de natureza ímpar e de caráter construído sobre uma base que une esse “continente” chamado Brasil: a família.

 

Não vamos nos deixar contaminar por essa ideia ruim de que uma crise ronda nossas cabeças. Quantas dessas já se materializaram à nossa frente ao longo de todos esses anos? Sempre falo que grandes talentos crescem na crise. Não cruze os braços; faça. Não espere; resolva. Não lamente; comemore.

Cerque-se de energias positivas na virada do ano. Pense nas pessoas que realmente gostam de você, não alimente o sentimento negativo, envie bons fluidos para quem precisa.

E tire uns minutos para rever 2011 na memória, como um filme. Seja seu maior critico. você não precisa que ninguém faça isso por você. Antes de pedir, lembre-se de agradecer. Independente do seu credo…

Sei que a fé se manifesta de várias maneiras, então deixe-a fluir de várias maneiras. Faça planos para 2012 e não se esqueça de incluir o seu momento de doação, aquela hora que você vai tirar para fazer o bem a quem precisa.

 

Não culpe ninguém pelos sofrimentos do nosso povo. Somos milhões; se cada um de nós fizer uma parte, por menor que seja, vamos conseguir fazer a diferença.

Que venha 2012! Repleto de paz, luz e boas energias.

E que nós possamos continuar juntos todos os dias e semanas do novo ano através deste espaço que me faz estar mais perto de cada um de vocês.

Felicidades para todos!

 


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César Serra - cerimonialista Há 27 anos organiza festas, casamentos e celebra a vida