Conceito

Por César Serra

Dizem que um dos pecados mais visíveis da humanidade é a vaidade.

Acredito que isso faz todo o sentido mesmo que muitas vezes nós possamos acreditar que não somos nem de leve vítimas desse perigoso e doce pecado.

O olhar diante do espelho, a busca incansável pelo belo, o carro que é um “sonho de consumo”, uma casa maior, uma jóia, aquela bolsa que brilha na vitrine, sapatos que fazem qualquer pé flutuar. Enfim, a vaidade é humana!

Pensando nisso, sempre busco lembrar que quando escolhemos o nome Luxo de Festa tínhamos em mente juntar as duas coisas que sempre estão presentes no dia a dia das pessoas: comemorar datas importantes e, se não a busca, o apelo que grandes marcas de luxo exercem nas nossas vidas.

Faltava, porém, um conceito pessoal para fechar essa marca. O que é luxo para um pode não ser para o outro. E aí entrou o que considero um luxo universal: atitude.

Luxo de Festa é exatamente isso, uma reunião de empresas que acreditam num projeto muito maior nas suas vidas e na capacidade de fazer a diferença. Ser capaz de atitudes de luxo tornou-se em pouco tempo quase um lema desses grandes empresários que fazem parte da nossa exposição.

 

Questão pessoal

Sempre acreditei que é muito fácil terceirizar a responsabilidade de nossas mazelas sociais para o governo e ficar de braços cruzados assistindo a cada dia a degradação do nosso próximo.

O Luxo de Festa abraçou dois projetos: Vida Positiva – uma ONG de crianças portadoras de HIV mantida pela guerreira Vicky Tavares – e, em seguida, a realização anual de um casamento para 200 convidados de alguém que sempre sonhou mas jamais perdeu a esperança mesmo sabendo o quanto seria difícil realizar o sonho.

No dia 10 de maio de 2012, no Recanto das Águas, as empresas Luxo de Festa estarão juntas mostrando que vale à pena “correr atrás” do seu sonho. Foi o que fizeram Graziella e Leonardo, que ganharam um casamento digno de conto de fadas.

Enfim, luxo antes de tudo é atitude. Com você e com os outros. Felicidade é uma questão puramente pessoal!

 


Criar pra quê?

Por César Serra

A máxima “nada se cria, tudo se copia” vem alcançando patamares nunca imaginados.

Às vezes somos surpreendidos quando nos deparamos com algum produto ‘assinado’ e depois descobrimos que se trata de uma cópia quase, eu disse quase, perfeita. Algo original será sempre original. É criação. 

Não sou radical de achar que ninguém pode ou deve copiar algo, o mundo é assim desde sempre. Mas defendo a criatividade, o poder de imprimir sua marca e seu estilo sobre um mesmo assunto. Isso se chama personalidade!

A fórmula pode ser a mesma, mas a execução pode transformar algo que já existe em um grande lançamento, algo realmente inusitado.

 

Original

Por que o criador será sempre reconhecido? Ele foi alguém que passou horas a fio debruçado sobre uma ideia ou projeto e entrega ao público algo inesperado, inovador.

E a cópia, onde fica? Antes de mais nada, trata-se de uma releitura sobre algo que já existe e que às vezes não passa de um produto maquiado.

Vivemos num país naturalmente rico, rodeados de talento e oportunidades de inovação. Não é falta de criatividade, é comodismo. Se uma ideia já existe e posso ‘adaptá-la’, por que inventar algo novo?

No entanto, algo fica muito evidente: quem copia jamais será reconhecido como criador. Se é possível ser único, porque preferir ser alvo de comparação?

Somos aquilo em que acreditamos e não seres humanos movidos ao genérico. Deixemos esse item para os remédios e vamos investir em pesquisa e na busca de um diferencial, do novo, do único. Isso com certeza marca a história e a vida de muita gente.

 

 


Através da lente

Por César Serra

Às vezes me pego em uma prazerosa e curiosa viagem.

Quando recebo material fotográfico, fico analisando os dois lados dessa curiosa relação, fotógrafo e noivos. Principalmente a capacidade do primeiro em captar o detalhe, a emoção de fazer da foto um registro para várias gerações.

Uma mão espalmada, envelhecida e calejada pelos anos, de um pai sobre a cabeça de um filho na hora da benção nupcial me emocionou profundamente.

Sei que a alta tecnologia levou às mãos desses profissionais o poder de produzir efeitos e recursos jamais imaginados em décadas passadas, onde cada filme de 24 ou 36 poses tinha que ser definitivo.

Uma coisa, porém, não mudou mesmo com todo esse aparato. Ao contrário, tornou o desafio ainda maior: retratar a qualidade do profissional da fotografia além da tecnologia.

A sua capacidade de percepção e a rapidez do equipamento casando com o momento são os grandes responsáveis por verdadeiros livros de arte que chegam às mãos dos casais após o casamento.

Não dá mais para chamar somente álbum de casamento…

Foto: Alexander Muradas

Ao longo desses anos todos, tive o prazer de acompanhar muito de perto o trabalho do fotógrafo, tendo me tornado um fã incondicional de muitos deles e um apaixonado por esta  arte que, graças a Deus, recebe a cada dia um reconhecimento ainda maior por parte de quem casa.

Sempre defendo a tese de que o que perpetua são as fotos e a filmagem. O restante são lembranças guardadas na memória de quem presenciou e viveu momento tão especial.

Enfim, o que fica registrado é a personalidade que cada profissional consegue colocar em seu trabalho. A emoção do momento vivo dentro de um livro que conta a história de um casal que decidiu viver a vida juntos. Um livro de imagens e sem nenhuma legenda, mas que todos nós conseguimos entender começo, meio e fim.

Parabéns fotógrafos! Vocês nos emocionam e nos surpreendem diariamente.

Foto: Di Souza

 

Foto: Lincoln Iff

 

Foto: Bruno Stuckert

 


A lista

Por César Serra

Poucas pessoas param para pensar no carinho que vai dentro de um envelope junto com o convite. De casamento, então, nem se imagina.

Tenho certeza de que, se hoje fizesse uma enquete entre várias noivas e a pergunta fosse “O que é mais difícil no casamento?”, a lista de convidados ganharia disparado.

Mas, infelizmente poucas pessoas pensam nisso.

Quem os noivos deixaram de convidar para que você fosse convidado?

Ao receber um convite de casamento pense no privilegio de fazer parte de um grupo tão especial para duas famílias. Não responder, não confirmar presença ou simplesmente ignorar é uma falta cortesia tremenda.

Sabemos muito bem o quanto se investe para realizar uma festa de casamento. Então, vamos ter mais atenção com os anfitriões, considere-os especiais assim como eles o consideram.

 

Formalidades?

Sempre falo que o convite é o cartão de visita de uma cerimônia de casamento. Ele dá o tom, inclusive sobre a roupa que o convidado deve usar, se mais despojado ou mais formal.

Apesar de eu não concordar com um ato solene de casamento onde alguém compareça como se fosse fazer compras no shopping. Casamento é casamento, seja às cinco da tarde ou às oito da noite.

O que muda são os comprimentos dos vestidos e os brilhos, mas os ternos permanecem, de preferência em tons escuros.

A arte de receber está diretamente ligada à arte de ser convidado. Não se faz um bom anfitrião sem um convidado elegante e que saiba se portar à altura do evento.

Os excessos devem ser esquecidos: beber demais, monopolizar o anfitrião, querer que o universo saiba que você é a melhor amiga do noivo ou da noiva. Tudo isso é desnecessário.

O seu comportamento garante o seu passe para outros convites e momentos importantes e inesquecíveis como um casamento.

E boa festa!

 


Feito à mão

Por César Serra

Na minha vida, a paixão por tudo que é feito à mão vem da infância.

Doces que minha avó e depois minha mãe levavam horas pra fazer povoam meus pensamentos e me trazem gostosas lembranças dessa época muito feliz.

Talvez por isso continue com três sentidos muito apurados na minha vida: a visão, o paladar e o tato. Sim, os três são marcantes. Não consigo imaginar a industrialização de produtos que nasceram para ser artesanais, como doces, rendas ou um belo arranjo de flores.

O encanto de uma bela mesa de doces infelizmente pode acabar na melhor hora: a de saborear o que nem sempre será inesquecível ao nosso paladar.

Saudades do bordado à mão, das maravilhosas rendas francesas de Calais. Não é porque a China está conseguindo industrializar o mundo em tempo recorde que a renda chinesa tem que tomar conta dos vestidos das nossas noivas e de cópias multiplicadas de modelos criados por renomados estilistas.

Coco Chanel

Somos um povo para o qual a cerimônia de casamento é uma história de tradição. Nossas festas são incomparáveis, nosso afeto e nosso calor humano também. Então, vamos lutar por nossa história!

Nunca uma flor de plástico vai ter o glamour de uma natural. Jamais um doce produzido em larga escala vai ter o mesmo sabor e a mesma apresentação de um artesanal. E a figura do estilista jamais vai deixar de existir.

Porque a qualidade está acima de qualquer globalização, quando se trata de sonho.

 


Valor de mercado

Por César Serra

Olho em volta e observo a movimentação do mercado e vejo que é impossível não analisar marcas que são históricas e respeitadas.

Sendo assim, parei para pensar: o que está por trás do sucesso de uma marca? O que faz alguém conseguir destacar seu produto no meio de centenas e milhares de concorrentes?

Sei que em alguns mercados essa concorrência diminui, mas em outros ela é assustadora. Não sou economista, nem especialista, mas sou curioso e quero falar sobre este assunto, principalmente a respeito do mercado que conheço bem: o de festas.

Nichos

O que se viu ao longo dos últimos anos? Empresas tradicionais migraram para outros segmentos do mercado. Outras empresas surgiram e cresceram com uma rapidez impressionante.

Sangue novo é sempre importante para o crescimento de qualquer setor, mas uma coisa preocupante apareceu: os cometas – que passaram tão rápido que não sabemos nem onde os rabos se enterraram.

Esse é um dado angustiante quando se lida com momentos únicos e situações irreversíveis. Paraquedistas podem ser uma grande armadilha e isso sempre é preocupante.

A busca pelo menor preço pode criar situações de grande risco. Nada pode ter uma diferença de preço, em se tratando do mesmo produto, com uma grande discrepância.

Existem produtos que dependem dos mesmos fornecedores. E diante de um orçamento com diferença de 50% não preciso ser o maior economista para saber que o serviço não será igual, nem a qualidade do produto.

Pesquisar é extremamente importante e legítimo. Leilão é deselegante. E o mais importante: o porquê de uma marca ter chegado a tal patamar de respeito e credibilidade. Isso agrega valor a ela.

Para encerrar: não atire pedra numa grife mais cara, afinal nunca vi ninguém quebrando vitrine de uma loja porque uma bolsa custa 20 mil reais. Essa marca investiu para o seu público especifico e assim são leis do mercado de consumo. Cada um no seu nicho.

Grandes marcas: valor agregado

 

 


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César Serra - cerimonialista Há 27 anos organiza festas, casamentos e celebra a vida