Termina o ano

Por César Serra

Sempre que dezembro começa tenho aquela sensação de que fizemos muito, mas parece que o tempo foi curto e que poderíamos ter feito e realizado mais. Talvez isso seja uma cobrança pessoal ou várias pessoas partilham dessa mesma frustração, se é que podemos chamar assim. Nesta época do ano um filme sempre passa na minha cabeça. Com cenas lindas e felizes, e também cenas tristes. Afinal, a vida é construída por momentos e a cada dia nós trilhamos o caminho da aprendizagem.

Uns realmente fazem uma grande força para se tornarem pessoas melhores, outros simplesmente continuam desfilando pela vida como se não fosse nada além de uma passarela de grifes. É uma pena que as pessoas percam a cada dia o mais importante desta estrada: o contato verdadeiro com o outro e a troca de energias que só um ser humano pode proporcionar.

 

Amigos

Porque no Natal as pessoas ficam solidárias, amáveis, emotivas e preocupadas com o próximo? Porque não fazer de cada dia do ano um Natal? Até quando vamos continuar acreditando que vamos levar todos os potes de fortuna que juntamos aqui para a nossa futura morada ? Independente de fé ou se o mundo vai acabar, ou não.

Se você vai ficar mais rico ou ficou mais pobre. Já parou para olhar em volta e ver verdadeiramente quem são as pessoas que você pode contar o tempo todo ? Essas pessoas são nossos melhores presentes. Valorize os amigos de toda hora e não somente aqueles que estão ao seu lado quando tudo está bem.

Entre uma taça de champagne ou uma viagem para o exterior, fica muito fácil ser bom e viver cercado de pessoas quando se está no topo da onda. Mas e quando você caiu da prancha, quem estava lá para te dar a mão?

 

Fazer a diferença

Terminar um ano é ter a certeza de que você construiu algo de muito bom na sua vida. Se isso não aconteceu, então a única coisa que você fez foi passar mais um ano da sua vida e gastar um tempo precioso em vão.

Vamos buscar fazer a diferença. Ser melhor não significa estar à frente de alguém e, sim, gostar muito de olhar o reflexo da sua imagem diante de um espelho. Goste de você primeiro para que depois alguém possa gostar de você.

Feliz Natal e que em 2013 a sua estrela brilhe sem nunca precisar apagar a de outra pessoa.

 

A vida doce de Paris

Por César Serra

 

Pelos hábitos e costumes de um povo se conhece sua trajetória e entende-se melhor a sua cultura.

Nesse ponto, a comida é um dos pontos chave que representa a identidade de um país, principalmente, no caso da França, terra dos gourmets, dos vinhos, da champagne e das pâtisseries.

Viver uma história na Cidade Luz e não mergulhar na sua tradição chega a ser uma heresia.

As pâtisseries, casas especializadas em doces e bolos, ganharam fama ao redor do mundo com seus delícias maravilhosas.

E, além de servir essas tentações ao paladar, essas casas evoluíram e se transformaram em ícones da cultura francesa.

Vamos dar um giro e conhecer a vida doce de Paris.

 

Hediard

Começamos com a Hediard Paris.

Fundada em 1832 por Ferdinand Hediard, a tradicionalíssima marca é uma das prediletas dos parisienses.

Atualmente ela oferece não só uma linha de doces exclusivos e geléias, mas muito mais do que o seu paladar pode buscar e seu bolso puder pagar.

Presentes, vinhos, champagnes e delicadezas que fazem qualquer coração amolecer.

Este é um dos endereços mais tradicionais e consagrados da França.

 

Fauchon

Continuando nossa doce saborosa excursão virtual, vamos a Fauchon Paris.

Essa é outra queridinha dos franceses e turistas, e quase uma visita obrigatória.

Denominada como pâtisserie e boulangerie, ela é famosa por produzir as mais famosas amêndoas, ou dragées, do mundo e os mais disputados marrons glacés.

Só na Europa a marca pode ser encontrada em dezessete países, e sua fama e qualidade já desembarcaram mundo afora fazendo sucesso até no Japão.

 

Ladurèe

Chegamos a Ladurèe.

Famosa internacionalmente pelos macarons, este é sem dúvida um dos endereços obrigatórios para quem vai a Paris.

É uma gulosa, porém rápida visita.

Além dos tradicionais macarons, há sobremesas e bolos incríveis que podem ser vistos e devorados.

A vitrine é de enlouquecer com aquele ar da ‘Fantástica Fábrica de Chocolates’ só que de verdade e na sua frente.

Fundada em 1862 por Louis Ernest Ladurée, a marca acaba de desembarcar no Shopping JK, em São Paulo, com filas monstruosas para degustar suas delícias.

 

Pierre Hermé

A Pierre Hermé é a atual queridinha dos antenados e viajados mundo afora.

Uma verdadeira joalheria de doces maravilhosos, embalagens prá lá de requintadas e doces de comer rezando.

Os macarons chegam para concorrer com a Ladurèe e devo dizer que preciso comer mais umas 4 caixinhas de cada um para emitir uma opinião mais precisa.

Os chocolates são de desmanchar na boca e montados em caixas que mais parecem embalagens para jóias – aliás, um grande diferencial.

O produto deles é tratado como uma preciosidade e realmente merece o sucesso que faz.

Além de Paris, a marca possui lojas em Londres, Japão e Emirados Árabes.

 

La Maison Du Chocolat

E para terminar este ‘post da tortura’, chegamos ao que os franceses e entendidos no assunto consideram como o melhor chocolate de Paris, La Maison Du Chocolat.

Fundada em 1955 por Robert Linxe, a marca está em Paris, Nova York, Hong Kong e Tóquio.

Além do inesquecível sabor do produto, a marca participa do Salon Du Chocolat com roupas inteiramente fabricadas de chocolate e também produz doces, macarons e outras maravilhas!

Fotos: Reprodução

 

E o roteiro está pronto para uma viagem aos sabores e alegrias da vida.

A dieta fica no Brasil para poder comer um pouco de cada um desses consagrados produtos desenvolvidos por artistas.

Essas são marcas que atravessam a história!

A arte de copiar

Por César Serra

 

Vira e mexe me vejo voltando a este assunto. A máxima de que nada se cria e tudo se copia nunca esteve tão em alta como nos últimos tempos.

Aventureiros descobriram no mercado de festas um grande celeiro para desenvolver as mais grosseiras cópias. Dos vestidos de renda chinesa aos doces, bolos e bem-casados congelados, estamos assistindo a uma tremenda queda nos mais básicos padrões de qualidade.

A coisa fica ainda mais grave quando o assunto chega a eventos para noivas, nos quais as próprias não sabem mais direito quem é quem no jogo do bicho.

São inúmeros os nomes, propostas, ofertas mirabolantes e anúncios esquisitos nas páginas das redes sociais. “Eu sou isso”, “eu curto aquilo”, “eu sou o melhor do país”.

Meu Deus, onde isso tudo vai chegar?

Estamos caminhando diariamente para assistir todos os finais de semana a decepção da pobre noiva iludida por uma propaganda enganosa e comprando gato por lebre.

 

Acredito que todos os profissionais têm o direito de divulgar e vender o seu produto. Entretanto, é uma pena que a maioria das pessoas que se propõem a criar uma vitrine para eles desconheça o mercado e a qualidade para executar um acontecimento a um público que requer uma atenção especial.

O resultado são profissionais pouco preparados vendendo o seu peixe para quem é marinheiro de primeira viagem. O assédio aos principais profissionais da cidade chega à escala do insuportável.

A luta para garantir a presença dos medalhões em eventos sem tradição beira o desespero. É lamentável a criatividade estar tão em baixa.

Copiar é a única saída que algumas pessoas com parco conhecimento no mundo das festas e pouquíssimo traquejo de vida deste mercado encontram.

Elas se aventuram, muitas vezes de maneira irresponsável, colocando em uma vitrine o que jamais teria condições de estar à venda, pois a qualidade não poderá ser perpetuada como se pede num evento como o casamento.

Acredito que o mais importante na realização de um evento, acima de tudo, é a chancela de quem assina o mesmo.

Tradição tem um peso essencial para a credibilidade de quem realiza e participa de um evento para um público tão único.

Abandonados no altar

Por César Serra

 

Não mudei nem o título da matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense de hoje (18/4) porque não existe outro substituto para o fato ocorrido. A velha história do barato que sai caro.

Empresa surge no mercado, participa de eventos voltados para noivas, faz um grande barulho, cria uma bela fachada e depois… lesa o consumidor. Nesse caso, um casal de noivos.

Vamos voltar a um ponto básico: mesmo que marinheiros de primeira viagem, os noivos sabem o que é valor de mercado e o que está completamente fora de propósito.

Não existe milagre. Algo muito barato em qualquer ramo levanta suspeitas. Ai estão vários sites de internet dando golpes parecidos em outra linha de produtos.

 

Informação

Vamos aproveitar, noivas, que estão tão antenadas com inúmeras informações nas mãos.

São sites , blogs, revistas, grupos de noivas, redes sociais e eventos específicos que surgem a todo o momento.

Tornem-se mais espertas com relação a esses meteoros do mercado, que eu sempre digo: passam tão rápido que não sabemos de onde surgiram ou esconderam o rabo.

Isso vale para todas as áreas, desde cerimonial, decoração, bolo, doces, fotografia, filmagem, som, luz, DJ , música de cerimônia e por ai vai.

Sem esquecer, é claro, da grande novidade que é a invasão das falsificações chinesas para vestidos de noivas. Essa é grave! Casar com um vestido com etiqueta de estilista famoso e saber depois que comprou uma cópia barata e mal feita na China.

 

Sonho

Sou do inicio disso tudo onde o vestido, a tradição e os profissionais faziam parte do sonho total do casamento. Não adianta querer globalizar um momento tão importante na vida de vocês.

Sou a favor do casamento para 100 pessoas em que você contrata profissionais que vão deixar saudades por terem feito com profissionalismo e carinho parte do sonho da vida de cada casal.

A pesquisa é importante, mas o bom senso tem que estar acima de tudo.

Lendo a matéria, conhecendo o mercado e checando os valores fica visível um golpe ou uma futura falência. Nenhuma empresa consegue se manter aberta honestamente com os tributos do nosso país praticando preços milagrosos.

Lamento pelos casais e espero que sirva de alerta para os próximos.

Mais um detalhe: Novidades vão. Novidades vem. A tradição fica. Opte por ela!

 

E alguns alertas são importantes:

  • Verifique em órgãos do Procon se a empresa acumula reclamações dos clientes
  • Com o CNPJ ou a razão social da empresa em mãos , faça uma pesquisa se ela é idônea no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br)
  • Observe o tempo que a empresa está no mercado
  • Avalie se o preço cobrado pelo serviço ou produto é compatível com a concorrência. Se for muito inferior, pode tratar-se de um golpe
  • Apure com outros clientes se a empresa cumpre os serviços que presta
  • Leia o contrato cuidadosamente e evite surpresas desagradáveis

 

Fonte: Correio Braziliense/ Delegacia do Consumidor (Decon)

 

Conexão

Por César Serra

 

Fiquei realmente muito feliz em estar entre os convidados da primeira noite do ParkFashion Connection.

Primeiro pela organização, recepção, uma equipe atenta e os olhos voltados para os mínimos detalhes. Segundo porque inovar é não ter medo de errar e, sim, vontade de acertar e grandes chances de surpreender.  E o Park Shopping conseguiu com mérito fazer isso.

A integração dos desfiles ao charmoso Espaço Gastronômico foi perfeita. A atmosfera dos anos 1920 e a compreensão de que a melhor passarela de moda de um shopping é ele mesmo foi demais! Um evento rico, democrático e feito para quem consome moda e não só para críticos da área.

A idéia da exposição “Cor, Forma. Deco”, com curadoria de Mariza de Macedo-Soares e cenografia de Theodoro Cochrane, feita com objetos de decoração é aproximar as pessoas do belo. Os desfiles e apresentações musicais acontecerem na praça principal do shopping é um item que merece grandes elogios.

Estamos cada vez mais precisando levar a arte e o talento para perto das pessoas e com isso a cultura chega de braços dados.

Parabéns a toda equipe que fez e faz parte desse projeto que já nasce vitorioso.

O sucesso se conquista assim, fazendo acontecer o que surpreende e encanta.

Fotos: Lincoln Iff

 

Vai que…

Por César Serra

 

É um fato que o crescimento do mercado de festas trouxe excelentes profissionais, mas em compensação, como em todas as áreas, estamos batendo um recorde de problemas relacionados aos aventureiros de carteirinha.

Não adianta achar que quem acabou de chegar vai sentar na janela e ditar regras inexistentes e absurdas. O respeito às empresas que estão no mercado há muitos anos é sinal de reconhecimento do trabalho sério que cada uma desenvolveu.

Brasília é uma cidade de muitas festas e grandes produções e com uma tendência muito grande a foguetes que decolam e caem com a mesma rapidez. Uma das mais fantásticas características desse mercado é que cada profissional sempre se dedicou e procurou se especializar na sua área especifica. O fotógrafo é fotógrafo, o decorador é decorador e assim por diante, formando um grande time para colher o melhor resultado: a plena satisfação do cliente.

A necessidade da excelência do serviço executado está chegando ao máximo com o conhecimento e o alto nível de exigência dos nossos clientes. E cada profissional tem obrigação de zelar pelo serviço contratado.

Entregar o seu trabalho não é um favor, faz parte do contrato celebrado entre você e seu cliente. Terceirizar as responsabilidades para outro profissional não é uma atitude correta e nem profissional.

 

Pós-venda

Sempre fui taxativo nestes 27 anos de profissão: nunca busquei um bolo porque não sei confeitar. E se acontece alguma coisa no caminho? A função de vestir a noiva é do estilista, entregar doces no local da festa faz parte do trabalho de quem executou.

Vamos nos preocupar mais com o pós-venda e não só com a venda. O cliente pode ser eternamente seu, tudo depende da relação que foi estabelecida desde o atendimento até a execução final do serviço.

Sou um eterno defensor do profissional sério e combato sempre a falta de compromisso, a seriedade e a terceirização de serviços que fazem parte do seu trabalho. O chefe de cerimonial não é um profissional que está no mercado para fazer o acabamento do serviço pelo qual você foi pago e executou pela metade.

Assim, ficamos combinados: cada macaco no seu galho. Se sua decoração tem velas, providencie alguém da sua equipe para acendê-las. Se sua empresa aluga gerador, é obrigatório que você deixe um profissional treinado capaz de resolver qualquer emergência relativa ao equipamento. E assim por diante…

Dessa forma, cada um executando seu trabalho e dando o seu melhor, todas as festas realmente serão a realização de um grande sonho. E teremos mais empresas de sucesso e com vida longa no mercado e menos meteoros aparecerão nas nossas vidas. Vai que…

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