A alemã BMW (Bayerishe Motoren Weker) ocupa uma posição de liderança no mercado de veículos de luxo no Brasil. E de olho no crescimento do setor automotivo no país, considerado um dos melhores na América Latina, a marca decidiu fincar raízes em Santa Catarina, no município de Araquari, litoral norte do estado.
Com investimento inicial previsto em 200 milhões de euros (R$ 538 mi), o início das obras está previsto para abril de 2013.
De acordo com nota oficial da empresa, a fábrica pretende apresentar seus primeiros veículos produzidos até o final de 2014. A meta é produzir 30 mil unidades por ano em sua fase inicial.
Protótipos
O governo do estado de Santa Catarina divulgou em seu site que a marca alemã deverá produzir três modelos, serão eles: X1 crossover, Sedan Série 3 e o Hatch Série 1, que são os mais vendidos da marca no país. A BMW, contudo, não confirma essa informação.
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Há ainda rumores de que a montadora estuda a possibilidade de produzir o protótipo Active Tourer em 2015, apresentado no último salão de Paris.
Esse novo projeto da marca é um hatch com jeito de minivan. As medidas superam um pouco as do hatchback (4,35 m de comprimento, 1,83 m de largura, entre-eixos de 2,67 m), mas a altura total é consideravelmente maior, 1,56 m.
Potência
O conceito do Active Tourer faz a estreia do motor TwinPower Turbo de 1,5 litro que a BMW acaba de revelar, também será o primeiro carro da marca a possuir tração dianteira.
Com três cilindros, ele faz parte de uma família que permitirá unidades a gasolina e a diesel com 2,0 litros/quatro cilindros e 3,0 litros/seis cilindros, com potências de 122 a 224 cv (gasolina) e de 82 a 184 cv (diesel).
No caso do Active Tourer, porém, o motor a gasolina foi combinado a um elétrico em um sistema híbrido, com bateria de íon de lítio recarregável em fonte externa, potência combinada de 190 cv e torque de 20,4 m.kgf.

A BMW anuncia 0-100 km/h em 8 segundos, máxima de 200 km/h, consumo médio de 40 km/l e a capacidade de rodar 30 km só com eletricidade.
Já é certo que o modelo será fabricado na América Latina, agora é torcer que as regras no novo regime automotivo brasileiro não atrapalhem a vinda desse projeto pra cá ou então perderemos essa novidade para os mexicanos.
Produção nacional
Para quem sonha ter um desses luxuosos na garagem, a vinda da montadora para o Brasil deve aproximar essa realidade.
Vale lembrar que suas maiores concorrentes, Audi e Mercedes, já produziram carros no Brasil, porém acabaram destinando suas instalações industriais para outros fins.
Tomara que a BMW tenha aprendido com o erro das concorrentes e desenvolva uma estratégia de produção nacional mais eficiente.
Fotos: Divulgação




















































