O casamento é comemorado desde a antiguidade, mas antes não existia essa visão romântica que conhecemos hoje. Ele era um ato comercial em que os pais decidiam o que era melhor para os filhos.
Como se tratava de um acordo com benefício para ambas partes, o vestido que a noiva usava não tinha uma tradição e podia ser de qualquer cor.
O foco era mais para ressaltar à sociedade a posição social da noiva e suas posses materiais.
Na Idade Média, por exemplo, as mulheres usavam vestidos vermelhos. E em culturas como a do Japão, China e Índia os modelos eram em cores escuras.

Pureza
O vestido branco ficou marcado quando foi usado pela rainha Mary Stuart, da Escócia, que fez uma homenagem à família Guise, que tinha a cor branca no brasão.
Outro registro indica que Maria de Médici, rainha da França, usou em seu casamento um vestido branco com detalhes dourados e com decote quadrado, fugindo da estética católica que indicava o uso de cores escuras e vestidos fechados até o pescoço.

Mary Stuart
Vitória
Mesmo com esses relatos, há quem acredita que a origem do vestido de noiva branco é do século XIX, quando foi usado por uma das primeiras nobres a se casar por amor, a rainha Vitória, da Inglaterra.
Com um lindo vestido, véu branco e sem coroa, a rainha impulsionou a tendência da cor branca, que se espalhou pela nobreza e pelas mulheres de classe alta e inspirava o amor.

Pintura retrata o casamento da rainha Victoria
Tradição
Hoje, a tradição é a noiva casar-se com vestidos brancos, já que a cor é associada a pureza da mulher.
Também existe a ideia do branco como cor imaculada, que remete à virgindade da noiva.
Os estilistas seguem a onda e lançam vestidos brancos com os mais variados modelos. No entanto, sempre há variações, como tons pastéis, estampas suaves, dourados e até preto. Tudo é uma questão de gosto e estilo!

Vestido de noiva preto de Vera Wang

Tons pastéis, Oscar de la Renta

Manuel Mota para Pronovias

O primeiro casamento de Elizabeth Taylor

A estilista brasileira Lethicia Bronstein